Como esses dois últimos dias foram um pouco cansativos, hoje eu queria ter escrito uma postagem aqui na maneira que eu tenho escrita no papel. Mas o blog me impediu.
Imaginem assim, jovens leitores, a primeira linha segue com de vazio…, com reticências mesmo, e pula linha.
Pula muitas linhas. Lá embaixo, depois de muitas linhas puladas, da-se um espaço grande e escrevo … já estou cheio
E, teóricamente, terminaria a postagem, terminaria o poema, que de letras não se sustenta, mas sim de vazio, de pula-pula das linhas.
Mas, e vejam bem, caros leitores, que esse “mas” tem um sentido especial, não consegui. Esse treco, que a gente costuma chamar de “wordpress”, que é o rapaz que fica colocando meu blog no ar, eis que resolve ver esse monte de pula-pula das linha como um afronte a sua moral, então não aceita esse pula-pula.
Não quer brincar.
Tentei muitas outras formas, usando os meus conhecimentos de html que aprendi nos porões da minha adolescência, mas nada adiantou. Tive que apelar pro ponto-e-vírgula, e nada.
Então, nessa decepção subta com o mundo virtual, impulsionado pelo “mas” acima, resolvi, inspirado no excelente filme de Charlie Kauffman, Adaptação, escrever um artigo sobre a dificuldade de escrever um artigo. É quase um poema falado, com a poesia manca das pernas.
É o poema se rebaixando ao nível da literatura para tentar transmitir a poesia.
Então hoje, dia 23 de julho de não-sei-que-ano, peço apenas que tentem visualizar o poema pretendido no lugar dessa quantidade imensa e vazia de caracteres.
Um grande abraço, até amanhã.